A corrida para a Câmara Federal consolidou alguns quadros e revelou surpresas.
Foram 39 baianos eleitos para representar a Bahia nas demandas federais. Aqueles de partidos coligados ao governo atual continuam em maior número, porém, agora disputam mais espaço com a oposição que saiu ao mesmo tempo fortalecida no âmbito Legislativo. Atualmente são 28 parlamentares federais governistas contra 11 oposicionistas. Para a próxima legislatura serão 23 da situação e 15 da oposição. O PT, por exemplo, que tinha dez parlamentares, reduziu para oito, porém continua ainda sendo a sigla com mais integrantes, seguido pelo PP e DEM, cada um com quatro. O DEM, aliás, junto ao aliado PSDB conseguiu conquistar mais um representante cada. Na liderança, com maior número de votos, foi eleito o deputado federal Lúcio Vieira Lima, do PMDB, partido que na Bahia soma com a oposição.
O peemedebista alcançou mais de 221 mil votos. Em segundo lugar, o mais votado foi Mário Negromonte Jr. (PP). A disputa trouxe algumas novidades para o cenário político, como Irmão Lázaro (PSC), Uldurico Junior (PTC), Bebeto (PSB) e o retorno de figuras que há anos não conseguiam voltar ao Parlamento, como o petebista Benito Gama, que terá como companheiro de legenda na Casa o deputado reeleito Antonio Brito.
A bancada petista foi renovada com a eleição dos ex-prefeitos Luiz Caetano, Moema Gramacho e Jorge Solla. Mário Negromonte e João Leão conseguiram eleger os filhos Negromonte Jr. e Cacá Leão, mantendo a força do PP baiano no cenário nacional.
O PSDB, que tinha apenas Antonio Imbassahy e Jutahy Magalhães Jr., agora tem mais um integrante, o ex-prefeito de Mata de São João, João Gualberto. Na bancada do DEM, subiram Paulo Azi e Elmar Nascimento, que finalizam em dezembro seus mandatos na Assembleia Legislativa. Do PRB, que nesta eleição se aliou à coligação democrata no estado, conquistou vaga a vereadora Tia Eron, que se junta agora ao presidente do seu partido, Márcio Marinho. Não conseguiram renovar o mandato os deputados Maurício Trindade, ex-secretário da gestão ACM Neto e fundador do PROS na Bahia, os representantes do Solidariedade, Marcos Medrado e Luiz Argolo, os petistas Amauri Teixeira e Luiz Alberto, o peemedebista Colbert Martins, Popó (PRB), Oziel Oliveira (PDT) e Edson Pimenta do PSD.
Entre aqueles que estavam cotados, mas não conseguiram atingir o coeficiente de votos está o ex-secretário de Comunicação do governo Jaques Wagner, Robinson Almeida, o líder do governo na Câmara de Vereadores, Joceval Rodrigues (PPS), Pastor Luciano (DEM), Claudio Taboada (DEM), o ex-presidente da Bahia Gás, Davidson Magalhães (PCdoB), um dos dirigentes do PV na Bahia e ex-secretário de Cidade Sustentável de ACM Neto, Ivanilson Gomes, Domingos Leonelli (PSB) e Severiano Alves (PDT).

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