A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) rebateu nesta terça-feira, em entrevista coletiva em São Paulo, as críticas de seu adversário, Aécio Neves (PSDB), que afirmou que adotará um “mentirômetro” em seu site oficial para responder informações a seu respeito divulgadas pela campanha petista. “Não adianta ele fazer uma vacina contra a realidade. A realidade não tem vacina”, disse Dilma. “Ele vai ter que explicar, por exemplo, como ele, com o choque de gestão e tudo, produziu a segunda maior dívida entre todos os Estados brasileiros”, continuou a presidente, referindo-se a Minas Gerais, Estado governado por Aécio de 2003 a 2010. Dilma deu indícios de que partirá para o ataque contra a gestão de Aécio em Minas, como já vem sendo feito na propaganda eleitoral do PT no rádio e na TV - o primeiro debate entre os dois candidatos será realizado na noite desta terça-feira pela TV Bandeirantes. “Agora (segundo turno) é interessante porque nós vamos ter uma discussão a sério. E agora nós vamos cotejar não só o meu governo, mas o que ele fez em Minas, e tentar entender porque ele não foi eleito em Minas”, afirmou a presidente, que no primeiro turno recebeu mais votos dos mineiros que Aécio. Além disso, o petista Fernando Pimentel derrotou o tucano Pimenta da Veiga e foi eleito governador de Minas. Questionada sobre qual avaliação faz das pesquisas de intenção de voto que mostram empate técnico com Aécio, a presidente disse, mais uma vez que não comenta pesquisa “de jeito nenhum”, e disse que acredita nas previsões do governador da Banhia, Jaques Wagner (PT). “Eu fiquei extremamente impactada pelo ‘DataWagner’”, disse Dilma, ao afirmar que o petista acerta os resultados desde as eleições de 2006. Depois de encerrada a entrevista, a presidente voltou ao salão com o próprio Wagner, e o petista anunciou o resultado previsto para o dia 26 de outubro: “51 a 49 para Dilma”, disse o governador. “Apertado? Sim, assim é mais gostoso”, brincou.
Corrupção: Questionada sobre se assumirá um compromisso de combate à corrupção para acabar com os desvios na Petrobras, por exemplo, Dilma disse que o grau de impunidade no Brasil é "extremamente elevado" e afirmou que o País precisa resolver "institucionalmente" o problema da corrupção. "Devemos punir exemplarmente corruptos e corruptores. Porque o processo tem que ser inteirinho: investigar, julgar e punir. Obviamente com direito de defesa, mas tem de punir. Se vocês fizerem um elenco de casos de corrupção, vocês vão ver que o grau de impunidade no Brasil é extremamente elevado. Portanto, é fundamental discutir a impunidade." Dito isso, a presidente elencou cinco propostas que fez para tentar coibir a corrupção: transformar em crime eleitoral o caixa dois (que hoje é crime financeiro); criminalizar funcionário público que enriquece sem provar a origem dos bens; garantir a retirada do bem sem origem; garantir maior agilidade à investigação e à punição de crimes com foro privilegiado; e criar uma estrutura nos tribunais superiores que garantam rapidez de investigação e julgamento.

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