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Chuvas no Rio matam dez: encontrados corpos de avó e neta





Três corpos foram achados dentro de um táxi, nesta terça-feira (9/4), após as fortes chuvas que caíram no Rio de Janeiro. Os mortos seriam uma idosa, uma criança e um homem. Familiares da avó e da neta que estavam desaparecidas confirmaram as duas como vítimas do temporal. Até o momento, autoridades indicam dez mortes no estado.

Segundo parentes, a astróloga Lucia Neves e a neta, Julia Neves Aché, de 7 anos, pegaram um táxi em direção ao bairro de Copacabana após deixarem um shopping e não deram mais notícias. O taxista também é vítima da tragédia. Bombeiros e voluntários estão no local para retirar os corpos do veículo.

Na tarde desta terça, mais corpos foram localizados. Um em Jardim Maravilha, Campo Grande, zona oeste da cidade. Depois, outro corpo foi encontrado no morro da Babilônia, na zona sul, e o Corpo de Bombeiros confirmou que um morador morreu afogado em Santa Cruz, também na zona oeste.

No começo da manhã desta terça, mais de 12 horas após o início das chuvas, o prefeito Marcello Crivella (PRB) concedeu entrevista coletiva e pediu à população que evite sair às ruas. Além da grande quantidade de chuva em um curto período de tempo, Crivella culpou a falta de investimentos “histórica” na cidade e a falta de ajuda do governo federal.

“Temos milhares de famílias morando em áreas de risco, temos todos os rios e lagos poluídos, 11 mil quilômetros de estradas que precisam ser asfaltadas, 750 mil bueiros entupidos”, discursou o prefeito, que alega falta de recursos.

“Nossas parcerias com o governo federal, neste primeiro ano Bolsonaro, praticamente pararam”, sustentou, afirmando que até mesmo contratos que foram assinados no ano passado, na gestão de Michel Temer, dependem de autorização do atual governo para serem colocados em prática.
As aulas da rede municipal de ensino foram suspensas. “Decretamos feriado nas escolas e pedimos para que ninguém que não precisa saia às ruas. As chuvas que caíram são anormais, nenhum de nós esperava um volume desses”, disse Crivella em coletiva no Centro de Operações Rio (COR).

O prefeito informou, ainda, que as regiões mais afetadas foram as zonas sul e oeste, e que deslizamentos graves só foram observados no Morro da Babilônia, no Leme. Segundo ele, 785 pontos da cidade estão sem luz, e algumas das principais vias da cidade foram fechadas por segurança, como a Grajaú-Jacarepaguá e o Alto da Boa Vista. “Foi uma coisa trágica”, reconheceu o prefeito.
Chuvas no Rio matam dez: encontrados corpos de avó e neta
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Ainda de acordo com o Crivella, cinco mil funcionários do município estão nas ruas na manhã desta terça. O prefeito diz acreditar que a situação irá se normalizar nas próximas horas, mas ainda insistiu para que a população evite sair às ruas e utilize o transporte público somente em caso de necessidade.


O governador do estado, Wilson Witzel (PSC), decretou ponto facultativo na Região Metropolitana do Rio e cancelou sua agenda externa, enquanto as aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também foram suspensas.

Mortes
A Polícia Militar confirmou que uma pessoa morreu na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, zona sul da cidade. Já no Morro da Babilônia, o Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro em um soterramento e informou que duas mulheres adultas morreram. As equipes continuam no local em busca de outras possíveis vítimas.

A força da água também causou o desabamento de mais um trecho da ciclovia Tim Maia, projetada para ligar o Leblon, na zona sul, à Barra da Tijuca, na zona oeste. Imagens foram divulgadas nas redes sociais.


A cidade entrou em estágio de atenção às 18h35. Às 20h55 passou para o estágio de crise – o mais grave de três níveis de risco, segundo a escala usada pela prefeitura. Segundo a administração, em quatro horas choveu mais do que nos dias 6 e 7 de fevereiro, quando a chuva causou a morte de seis pessoas. Até as 23h, a Defesa Civil havia acionado 39 sirenes em 20 comunidades. Bombeiros haviam recorrido a botes para retirar alunos de uma escola na Gávea.

Crivella qualificou a chuva como “atípica” e afirmou ter havido um deslizamento na Avenida Niemeyer, que liga o Leblon a São Conrado, na zona sul. A via tinha sido interditada antes e não houve registro de feridos.

O prefeito elogiou a atuação dos agentes da Prefeitura e disse que eles iriam trabalhar para que o trânsito na cidade não fosse muito impactado.

A gente teve uma chuva forte de 152 milímetros nas últimas quatro horas na Rocinha e 162 milímetros em Copacabana. Essa é uma chuva completamente atípica. A gente sempre tem previsão de chuva forte, mas não assim, com esse dobro de intensidade, que é a média do mês de abril inteiro”, afirmou o prefeito.


















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