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Juíza demonstra que Lewandowski não conhece o básico do direito penal




Quem tem honra e brio não tem medo, nem receio, de explanar suas opiniões, mesmo que, para tanto, tenha que desmoralizar um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foi o que fez a juíza de direito de Minas Gerais Ludmila Lins Grillo.

Para justificar a sua clara e evidente ação arbitrária, mandando prender um cidadão que fez crítica ao STF, Ricardo Lewandowski se justiçou da seguinte maneira:
“Ao presenciar ato de injúria ao STF, o ministro sentiu-se no dever funcional de proteger a instituição, acionando a autoridade policial para que apurasse eventual prática de ato ilícito, nos termos da lei”.
A magistrada mineira, com extrema propriedade e notável conhecimento jurídico, destruiu a narrativa esdrúxula do ministro.
Ludmila disse o seguinte:
“Injúria é crime previsto no artigo 140 do Código Penal. Não podem sofrer injúria entes e poderes públicos, ou quaisquer pessoas jurídicas, pois se trata da violação da honra subjetiva - coisa que somente humanos possuem.”
E para complementar, ainda deu um interessante conselho para o ser supremo:
“Viver entre afagos e rapapés faz alguns perderem as estribeiras ante a menor contrariedade, a ponto de até mandarem prender o opositor. Em suas majestosas bolhas, nem notam que a vida não é só bajulação: o Twitter seria bom treino para fortalecer suas frágeis susceptibilidades.”





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