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Fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente deixa ambientalistas alarmados




Os setores ligados às questões ambientais estão em pânico com a possibilidade da fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro (PSL). A ideia de colocar em uma mesma pasta interesses tão extremos coincidiu com a denúncia recebida pela Organização das Nações Unidas (ONU) de que há o risco de “genocídio indígena” no Brasil.

Organizações que dão apoio aos povos indígenas são taxativos ao afirmar que unir as questões ambientais com as do agronegócio traria consequências trágicas aos índios brasileiros. “Observa-se uma profunda extinção dos povos indígenas no último século, passando de 4% da população para apenas 0,4%. O discurso político de ódio no país, um dos 14 fatores de risco de genocídio, tem legitimado e alimentado uma série de ataques violentos contra povos indígenas”, ressaltou o CIMI, instituição ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em denúncia à ONU. 

Para o Conselho, há um déficit enorme de terras reivindicadas pelos povos indígenas e que necessitam de demarcação. “O agronegócio tem atuado de maneira muito forte no sentido de ou retroceder ou evitar que essas demarcações aconteçam. Essas pressões certamente seriam ampliadas se vier a se tentar que as contradições entre meio ambiente e agronegócio sejam superadas com a união das pastas”, apontou o secretário adjunto do CIMI, Gilberto Vieira. 
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